• Bianca Andreescu, a estreante que virou protagonista e veio para ficar
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    • Outubro 16, 2019, 01:13:53
    • Guapiaçu
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Você lembra dos seus primeiros?

O seu primeiro dia na nova escola. O primeiro dia no trabalho. A primeira competição que você disputou.

O ser-humano é competitivo. Comparar e viver em competição é da nossa natureza. Pode não valer uma medalha, pode ser uma coisa só na sua cabeça. Mas esse sentimento nos acompanha diariamente. Não que isso nos faça menos nervosos quando damos os primeiros passos desconhecidos para desbravar uma nova fase da vida.

E funciona assim também no tênis. Os primeiros passos vêm com quedas naturais, a não ser que você seja um talento absurdamente fora da curva. Um talento como Bianca Andreescu. Muitas promessas surgiram na WTA nos últimos anos e não se concretizaram. Pelo menos não por enquanto. A falta do algo a mais fez com que tenistas top 10 pouco se diferenciassem do restante do circuito. Em um dia ruim, derrotas são quase inevitáveis mesmo para as tenistas favoritas.

Venceu uma top 10 na primeira vez. E na segunda, na terceira... e segue invicta. São oito vitórias contra as dez melhores do mundo. Levantou um troféu de WTA Premier na primeira vez que disputou. Conquistou o US Open na primeira aparição na chave principal, derrubando a maior vencedora da Era Aberta. A garota que começou o ano como número 152 do mundo será top 5 na próxima segunda-feira.

A final por si só já destaca o feito da canadense, um prodígio diferenciado que construiu seu jogo para acabar com o tédio na quadra, como contei aqui em março, após a conquista em Indian Wells.

- Antes, eu tinha tantas opções na minha cabeça que eu batia a bola errada na hora errada. Acho que agora, com tanta experiência e confiança, isso me deu a chance de buscar o meu melhor tênis no aspecto mental (...). Concordo (com a Osaka). Se você é boa o suficiente, experiência não pesa", completou - afirmou ao WTA Insider.

Na última década, a WTA teve a alternância de tenistas com potência de sobra ou físico para correr uma maratona. A variação tornou-se quase extinta. A uniformidade do circuito tornou-se regra e quem ousasse quebrar com o padrão dificilmente teria sucesso. Era melhor seguir a tática do bater ou correr até vencer o ponto. Se funciona, para que mudar?

A ousadia foi premiada. É por isso que hoje levanta o seu primeiro título de Grand Slam aos 19 anos. Não é porque é a que bate mais forte ou que saca melhor, muito menos é a mais rápida. Mas tem o pacote completo. Sabe dar uma pancada seguida de uma curta. Ou uma bola alta para voltar a dominar o ponto. Abre bolas na cruzada e corta o tempo na paralela. Saca com precisão e vence os pontos importantes com o seu diferencial.

Não foi uma campanha perfeita pelas questões físicas e, mesmo assim, ela ganhou. Jogou o suficiente nas rodadas iniciais e subiu o nível exatamente nos momentos que precisava. Sentiu o momento e mesmo assim não permitiu que a Serena voltasse para o jogo, mesmo com o apoio total da torcida americana no Arthur Ashe Stadium.

A vida depois do primeiro Grand Slam muda. O teste real vem quando a confiança baixa e você vira um alvo que todas querem derrubar. A diferença é que, desta vez, a tenista do momento tem um arsenal completo para não sair de cena tão cedo.

https://globoesporte.globo.com/tenis/noticia/bianca-andreescu-a-estreante-que-virou-protagonista-e-veio-para-ficar.ghtml


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